Informações de Controladoras internas dos municípios de MT integram a rede “Mulheres no Controle” do Conaci
Controladoras internas dos municípios de MT integram a rede “Mulheres no Controle” do Conaci
Autor: Vinicius Bruno
Fonte: ASCOM/AUDICOM-MT
O protagonismo das auditoras e controladoras internas dos municípios dá um importante passo rumo ao fortalecimento por meio da rede “Mulheres no Controle”. A plataforma criada pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) pretende promover e incentivar a participação feminina e já está recebendo a adesão das membros do controle interno dos municípios de Mato Grosso.
A vice-presidente da Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios de Mato Grosso (AUDICOM-MT), Marina Lago, que é controladora interna do Poder Legislativo Municipal de Várzea Grande -MT, avalia que a plataforma é de suma importância para a diminuição da desigualdade de gênero no âmbito profissional, pois dá visibilidade aos currículos, produções bibliográficas e outros conteúdos produzidos por mulheres que atuam nas diferentes áreas de controle interno, mostrando mulheres prontas para exercer posições de liderança e incentivando a participação feminina na área.
“É importante que as auditoras/controladoras internas dos municípios de MT se cadastrem na plataforma para demonstrar a participação feminina na área de controle no nosso Estado e com isso nos fortalecermos cada dia mais, utilizando da visibilidade da plataforma para também incentivar outras mulheres a atuar na área”, enfatiza.
Já Keila Martim, que é controladora interna do Poder Legislativo Municipal de Ipiranga do Norte e 2ª tesoureira da AUDICOM-MT, explica que a plataforma Mulheres no Controle é uma ferramenta fundamental para fortalecer o engajamento feminino frente ao controle, valorizando as profissionais que atuam com auditoria, combate e prevenção à corrupção, integridade, gestão de riscos, transparência, correição e ouvidoria.
“A participação feminina frente ao controle é um grande desafio, embora deixamos de lado qualquer vitimismo relacionados ao gênero e trabalhamos por uma causa, não podemos negar que muitas vezes sofremos assédio moral e até assédio sexual. Ao nos posicionarmos em reuniões, debates, nem sempre somos compreendidas”, relata.
Keila aponta que o assédio repercute no âmbito administrativo, com a exclusão ou isolamento das controladoras, desconsideração de opinião técnica na sua área de conhecimento, ou quando suas escolhas e decisões são rejeitadas, assim como a privação dos seus direitos Funcionais.
“Ainda existem muitas questões sofridas por mulheres que atuam no controle, como serem vigiadas de forma excessiva, ou serem vítimas de boatos e fofocas com a finalidade de causar rejeição da servidora com aqueles que se tem maior afinidades, sem nunca ouvirem o seu lado da história. A união das mulheres faz toda a diferença, assim convidamos nossas colegas controladoras para participar da plataforma, porque juntas podemos fazer a diferença”, pontua.
A plataforma, conforme descrita pelo Conselho Nacional de Controle Interno, quer garantir a participação feminina nas ações institucionais por meio de palestras, conselhos de administração e cargos de liderança, dos órgãos centrais de controle interno e do próprio Conaci.
Para conhecer melhor a plataforma e fazer parte: mulheresnocontrole.conaci.org.br/