Informações de AUDICOM-MT defende que soluções tecnológicas da Rede de Controle fortaleçam os municípios

AUDICOM-MT defende que soluções tecnológicas da Rede de Controle fortaleçam os municípios

Associação sustenta que o compartilhamento de ferramentas entre órgãos de controle deve ampliar a atuação preventiva, a governança pública e a capacidade técnica dos controles internos municipais

Publicado em 29/06/2026

Autor: ASCOM/AUDICOM-MT

Fonte: ASCOM/AUDICOM-MT

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Autor: ASCOM/AUDICOM-MT

A Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios de Mato Grosso (AUDICOM-MT) participou da reunião de trabalho da Rede de Controle da Gestão Pública do Estado de Mato Grosso, realizada nesta quinta-feira (25), com foco no compartilhamento de soluções tecnológicas, sistemas e experiências institucionais entre os órgãos integrantes.

O encontro reuniu instituições de controle, fiscalização e defesa do patrimônio público com o objetivo de ampliar a cooperação técnica e permitir que ferramentas já desenvolvidas por diferentes órgãos sejam conhecidas, avaliadas e, quando possível, utilizadas de forma colaborativa.

Na avaliação da AUDICOM-MT, a iniciativa é estratégica porque aproxima os órgãos de controle de uma agenda essencial: transformar dados, tecnologia e inteligência institucional em capacidade concreta de prevenção, monitoramento e melhoria da gestão pública.

Para a entidade, o avanço tecnológico no controle público não deve permanecer concentrado apenas nas instituições com maior estrutura técnica e operacional. A efetividade da Rede de Controle depende também de sua capilaridade municipal, especialmente porque é nos municípios que grande parte das políticas públicas se materializa e onde os controles internos enfrentam, de forma mais direta, limitações de pessoal, estrutura, sistemas e padronização de processos.

Durante a reunião, foram apresentadas ferramentas e práticas desenvolvidas por instituições como a Controladoria-Geral do Estado, a Controladoria-Geral da União, a Advocacia-Geral da União, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público de Mato Grosso. As soluções envolvem controle interno, auditoria, ouvidoria, transparência, integridade, monitoramento de riscos, acompanhamento de transferências e inteligência aplicada à gestão pública.

Para a AUDICOM-MT, esse movimento reforça a necessidade de os controles internos municipais ampliarem uma atuação muitas vezes limitada por rotinas reativas e documentais, avançando para práticas preventivas, analíticas e orientadas por evidências.

“O compartilhamento de tecnologias pela Rede de Controle é um passo relevante, mas o ponto decisivo será garantir que essas soluções dialoguem com a realidade dos municípios. Além de disponibilizar sistemas, é preciso construir capacidade institucional e assegurar que a tecnologia produza decisões melhores, controles mais tempestivos e entregas públicas mais qualificadas”, destacou o presidente da AUDICOM-MT, Robson Máximo.

A Associação também ressaltou a importância da Estratégia de Escuta Institucional do MUCCI (Modelo Único de Capacidade de Controle Interno), apresentada durante a reunião. Para a entidade, a escuta dos controles internos é indispensável para que o modelo reflita a diversidade estrutural dos municípios e contribua para uma avaliação mais realista da maturidade dos sistemas de controle.

Segundo Robson Máximo, o fortalecimento do controle interno municipal exige linguagem comum, parâmetros técnicos consistentes e soluções adaptáveis a diferentes portes de municípios.

“Municípios pequenos, médios e grandes possuem desafios distintos, mas todos precisam avançar em integridade, transparência, gestão de riscos, auditoria, governança e uso qualificado de dados”, afirmou.

Para a AUDICOM-MT, o desafio agora é converter o compartilhamento de soluções em ações práticas: ampliar o acesso dos municípios às ferramentas disponíveis, estimular a capacitação dos controladores e auditores internos, fortalecer a cultura de integridade e consolidar o controle interno como instrumento de melhoria da gestão pública e de entrega de valor à sociedade.

A entidade reforça que a tecnologia, isoladamente, não substitui capacidade institucional. Seu valor depende de governança, qualificação técnica, interoperabilidade e uso efetivo pelos profissionais que atuam na linha de frente do controle público municipal.

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