Informações de No mês dedicado às mulheres vamos falar sobre a sobrecarga feminina?

No mês dedicado às mulheres vamos falar sobre a sobrecarga feminina?

Ei homens! Essa conversa é com vocês também!

Publicado em 26/03/2025

Autor: Tatiane Coutinho

Legenda: ASCOM/AUDICOM

Autor: ASCOM/AUDICOM

A mulher do nosso tempo enfrenta desafios cada vez mais intensos. Entre as responsabilidades no trabalho, em casa e com a família, muitas vezes se vê sobrecarregada, com o peso de expectativas sociais que a colocam em múltiplos papéis. Essa sobrecarga não é apenas física, mas também emocional e mental, refletindo diretamente na saúde e no bem-estar.
 
Desde que o mundo é mundo, tradicionalmente, as mulheres assumem a maior parte das responsabilidades domésticas, mesmo quando trabalham fora de casa. O famoso "segundo turno" cria um ciclo exaustivo e muitas vezes invisível. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, as mulheres dedicam, em média, 3 vezes mais tempo ao trabalho doméstico do que os homens.
 
Essa divisão desigual de tarefas pode gerar um intenso desgaste mental. O sentimento de não ser suficientemente boa, ou de não conseguir dar conta de todas as tarefas, é uma sensação constante para muitas. A pressão para manter a casa organizada, cuidar da família, ser bem-sucedida no trabalho e ainda se manter saudável leva muitas mulheres a negligenciarem suas próprias necessidades.
 
Não tem receita pronta para enfrentar a sobrecarga feminina, mas é importante encontrar uma maneira própria de lidar com a imperfeição. Sim! Imperfeição porque não é possível encontrar o equilíbrio perfeito entre todas as esferas da vida. Exigir esse equilíbrio das mulheres é mais uma maneira de opressão. Em alguma área a “peteca vai cair” de vez em quando e está tudo bem!
 
Para tentar diminuir essa sobrecarga, é essencial estabelecer limites e aprender a dizer “não”. Delegar responsabilidades dentro de casa não é um sinal de fraqueza, mas uma forma de preservar sua saúde mental. Não hesite em pedir ajuda. Reserve um tempo para si mesma. Isso pode significar fazer uma atividade relaxante, praticar esportes ou mesmo apenas descansar sem culpa. E quando a sobrecarga se tornar insuportável, é fundamental procurar ajuda. A terapia pode ser um espaço seguro para processar as emoções e lidar com a pressão que se sente, oferecendo recursos para lidar com o estresse, ansiedade e inseguranças. A psicanálise, com sua abordagem profunda, pode fornecer insights valiosos para entender a complexidade do que é ser mulher no cenário atual.
 
Falando com os homens agora! Embora a luta pela igualdade de gênero esteja em andamento, para que as mulheres não carreguem o peso sozinhas, os homens precisam assumir um papel ativo na redistribuição das tarefas domésticas e na criação de um ambiente de apoio emocional. Além disso, ter consciência da sobrecarga mental e emocional que as mulheres enfrentam é essencial. O reconhecimento dessa sobrecarga é o primeiro passo para agir de maneira mais colaborativa e empática. Abrir espaço para conversas sinceras sobre as expectativas e responsabilidades em casa e no trabalho pode aliviar a pressão e melhorar a parceria no relacionamento. Apoiar a carreira da mulher, respeitando seus horários, ambições e oferecendo encorajamento pode fazer toda a diferença.
 
Concluindo, a sobrecarga feminina é um problema sistêmico que exige não apenas que as mulheres tomem medidas para cuidar de sua saúde mental, mas também que os homens participem ativamente na distribuição equitativa das responsabilidades. 
 
Além disso, buscar ajuda profissional é um passo corajoso e essencial quando a sobrecarga começa a afetar negativamente a saúde mental. É hora de desconstruir a ideia de que a mulher deve ser forte o tempo todo e a falsa ideia de que é possível equilibrar tudo. Só assim será possível construir uma vida mais saudável e mais feliz para as mulheres.
 
Tatiane Coutinho
Psicóloga
CRP: 18/00913

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